Pergunta: Por que a Igreja Católica não vende todos os seus bens e doa o dinheiro para os pobres?

Tenho adiado tentar responder à pergunta que dá título a este post, pois se trata de uma questão muito delicada, que não pode ser respondida de forma apaixonada e tampouco de forma cega. Essa questão já me foi feita várias vezes e ao menos duas pessoas pediram para o blog falar sobre isso.

Não queremos aqui defender a Igreja de qualquer acusação (aliás este não é o objetivo deste blog), mas outra vez tentar mostrar que o mundo é bem mais complexo do que pensamos. Tentar fazer o leitor pensar um pouco mais para entender por que as coisas são como são.

Para começo de conversa, temos de lembrar que quando falamos de “Igreja Católica” estamos falando de uma instituição que está no mundo inteiro – a palavra “católica” significa “universal” – o que já ajuda a explicar o fato de se ter muitos bens. Existem 1,2 bilhão de católicos no mundo, mais de 5 mil bispos, mais de 400 mil padres, mais de 720 mil religiosas. Toda essa gente precisa ter onde morar, comer, rezar, estudar… Para isso são necessários templos, colégios, residências, e como não dizer dinheiro, renda.

Outra coisa: há milhares de “Mitras (Arqui)Diocesanas”, paróquias, congregações religiosas, universidades, associações de leigos, hospitais, museus, obras sociais, escolas, fundações, embaixadas, e o próprio Vaticano – que é um país soberano – entre tantas outras organizações que constituem a Igreja.

Em outras palavras, todos esses bens estão divididos entre diversos grupos. Cada instituição católica na prática tem certa independência financeira. Aliás, muitas delas passam necessidades. O Vaticano há alguns anos gasta mais do que arrecada. Nos Estados Unidos, algumas dioceses estão falidas após pagarem indenizações altíssimas resultantes do problema da pedofilia. Tendo isso em mente, o mais importante, então, é analisarmos a forma como esses bens são utilizados. E, justiça seja feita, a maioria das instituições que se dizem católicas tem entre suas finalidades fazer o bem.

Mas alguém pode perguntar: “E toda a riqueza do Vaticano? Aquilo é desnecessário.” Talvez até seja, mas não dá para esquecer a História. Em mais de 2000 anos, muita coisa aconteceu para formar a Igreja que vemos hoje. A História da Igreja, que todo seminarista precisa estudar bem, mostra isso.

Um exemplo: aquele que é considerado o primeiro Papa e chefe da Igreja, São Pedro, foi um simples pescador, apóstolo de Jesus. Hoje, os Papas são, além de chefes da Igreja, chefes de Estado, monarcas, pontífices, bispos de Roma, que um dia foram cardeais, eleitos por um conclave, tudo ao mesmo tempo.

Não há como renunciar a isso e voltar a ser um pescador. E a mudança prática não aconteceu de uma hora para outra. Os bens da Igreja são resultado do seu processo de institucionalização, hierarquização, que aconteceu ao longo dos séculos,e que não podemos ignorar. O Vaticano de hoje é resultado de um tratado com a Itália, por exemplo, e por aí vai…

Isto é, mesmo que ter bens fosse errado, não daria para se desfazer do passado num piscar de olhos. Pode soar estranho, mas, de modo geral, a maioria dos bens da Igreja foi obtida de forma legítima em seu tempo histórico: as doações, as heranças de pessoas que entraram para a vida religiosa, a arrecadação de impostos, e até mesmo as Cruzadas, os saques, as conquistas de territórios, o jogo político junto aos reis e aos poderosos.

Alguns desses instrumentos são muito desumanos e hoje os vemos como altamente condenáveis e contraditórios com a mensagem de Cristo. Não é à toa que Lutero se rebelou contra a Igreja de seu tempo. Mas, em seus respectivos momentos, os meios usados eram legítimos – embora nem sempre moralmente lícitos. Não se tinha, por exemplo, a noção de direitos humanos que temos atualmente. A escravidão era algo comum e para muitas pessoas os índios não tinham alma.

Mas também não é por isso que se deve simplesmente vender tudo. Se fosse assim, teríamos de derrubar e vender, por exemplo, museus que um dia foram senzalas de escravos negros. Ou lugares que foram campos de concentração de judeus na Alemanha. Ou as pirâmides do Egito, talvez construídas sob muitas chicotadas. Tudo o que resulta de um passado sombrio deveria ser desfeito, destruído ou simplesmente vendido?

E mais: vender para quem? Por quanto? De que forma distribuir o dinheiro? Algumas coisas têm valor inestimável. E, ainda assim, por certo não seria suficiente para acabar com a fome no mundo. Muitas obras de arte que estão no Vaticano, por exemplo, são mantidas pela Igreja e estão acessíveis a todos que quiserem visitá-las. São bens que pertencem à humanidade, como os recursos naturais. O mesmo para as construções. Muitas delas ainda são funcionais, são igrejas, escritórios, hotéis, residências…

É claro que isso não isenta a Igreja de seus erros, da forma como acumulou seus bens. Por esse motivo se diz que “a Igreja é santa, mas seus membros são pecadores” ou que “a Igreja é de Deus, mas também é dos Homens”. Por esse motivo, muitas vezes a Igreja pediu desculpas pelos erros do passado. Isso não justifica os erros. Mas significa que ela não pretende repeti-los.

“Mas e todo aquele ouro nas igrejas e nos Papas?”, pode insistir alguém. Aqui devemos notar que “nem tudo o que reluz é ouro”. Existem outros metais sem grande valor aí (latão, cromo). Mas, OK, tem muito ouro também. Porém, esse ouro é usado como forma de ostentação ou como forma de elevação espiritual? Explica-se: se o ouro for apenas um sinal de riqueza material, devemos sim estranhar. Isso não é compatível com a fé cristã.

Mas muitas vezes o ouro e outras preciosidades são a forma que o Homem encontra para preparar algo considerado sagrado. São uma forma de preparar o ambiente para receber aquilo que é tido como divino. Exemplo: para quem acredita que na missa o vinho vira o sangue de Cristo, isto é, Deus verdadeiramente presente, nada mais natural do que preparar o cálice com o que se tem de melhor, isto é, o ouro. Afinal, vai se receber ali o próprio Deus.  E a arte é uma forma de se tentar chegar a Deus.

Lembremo-nos, ainda, que um dos presentes dos reis magos para Jesus foi justamente o ouro. É claro que isso não pode ficar só no ouro. É preciso lembrar também do incenso e da mirra.

É verdade que muitos membros da Igreja se esquecem dos mais pobres. Por esse motivo, por reiteradas vezes e em muito documentos, a Igreja reafirma seu compromisso com os mais pobres. Bento XVI abordou isso no Brasil, em 2007, dizendo que “Deus se fez pobre por nós, para nos enriquecer com sua pobreza”.

A Igreja entende que sua principal missão é “evangelizar” e seus bens e propriedades devem servir a esse objetivo. Do mesmo modo, para cada um de nós, nossos bens nos ajudam a conseguir aquilo que buscamos em nossas vidas. Não podemos ser ingênuos e achar que tudo se resolve num passe de mágica.

Envie você também sua dúvida sobre a Igreja nos espaços para comentários e veja aqui as outras perguntas já respondidas.

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38 Comentários

Arquivado em Cristianismo, Igreja no Brasil, Igreja no Mundo, Outras crenças, Perguntas, Vaticano

38 Respostas para “Pergunta: Por que a Igreja Católica não vende todos os seus bens e doa o dinheiro para os pobres?

  1. Antonio Alves

    Gostei muito de suas explicações, as quais foram bastante esclarecedoras. Parabéns!

    • Fico feliz, continue visitando o blog! Um abraço

    • Nada justifica milhares de pessoas morrendo na Africa e o vaticano ou a igreja não vender tudo, ate as piramides do Egito, Cristo faria isso, alias ele nem teria bens, Jesus esta à direita o vaticano esta à esquerda, há separação entre a igreja e Cristo…

      • Sandro, nada justifica a fome no mundo mesmo. Mas, como disse no texto, alguns bens dos quais a Igreja toma conta, não pode vender e nem resolveriam o problema. O problema da fome no mundo tem que ser resolvido especialmente por meio de uma ação global dos países mais desenvolvidos e por uma melhor distribuição dos alimentos.

  2. Rafael

    Curioso o argumento de que não tínhamos a noção de direitos humanos que temos hoje. E a regra de ouro do sermão da montanha?

    • Olá Rafael! Não é um argumento, pois não estamos usando isso para justificar ou referendar as práticas em questão, apenas explicando que o mundo era diferente. Por isso disse que algumas práticas eram “legítimas”, mas não necessariamente “moralmente lícitas”. Talvez para ficar mais claro, veja um outro exemplo que não tem nada a ver com Igreja: no tempo a escravidão, matar um escravo um dia foi algo legítimo, não era crime, pois o escravo era uma mercadoria. Mas mesmo assim, poderia ser uma conduta moral muito questionável.

      Obrigado pela visita!

  3. Henrique

    Muito bom, primo! Acompanho algumas matérias sempre que dá um tempinho aqui.

  4. Excelente texto.

    Parabéns pelo blog, visitarei mais vezes.

  5. Vinícius Ferreira Afonso

    Li o artigo um pouco às pressas. Não sei, portanto, se você citou Mt 26, 7-13, quando Judas reclama que o perfume infuso na cabeça de Jesus poderia ser vendido em prol de alimento aos pobres, argumento replicado por Jesus com o crônico problema da pobreza, que pode ser amenizado, mas não sanado enquanto o Reino não se completar. A decisão elogiada pelo galileu foi a da pecadora, que de certo modo “desperdiçou” aquela preciosidade com o culto.

  6. Gabriel

    Boa tarde Domingues,

    Li o seu texto e ainda assim me restam algumas dúvidas. O seu texto fala sobre a riqueza acumulada durante os séculos (não acho que justificou, mas explicou), mas não fala da ostentação atual.
    No próprio link que você colocou da Folha, temos dados de arrecadação de R$ ~556 milhões, e gastos de R$ ~565 milhões. Considerando uma população de mais ou menos 836 pessoas (https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/vt.html), temos um PIB per capta de R$ ~665 mil reais, e gastos per capta de R$ ~676 mil reais.
    Ou seja, além do luxo acumulado ao longo dos séculos de institucionalização da Igreja, temos esse absurdo de padrão de vida dos moradores do Vaticano. Isso é mesmo necessário? É um PIB per capta muitas vezes maior do que o da Suíça, Luxemburgo e até de Mônaco. E não estamos contando o ouro, propriedades históricas e obras de arte da igreja, isso é só arrecadação em um ano.

    Por isso, continuo achando que a igreja católica tem (e ganha) dinheiro demais, gasta demais, e faz muito menos pelas pessoas do que poderia.

    • Olá Gabriel!
      Obrigado pelo comentário! Que bom que ajudamos a esclarecer alguns pontos.

      Porém, permita-me dizer que sua análise sobre o PIB do Vaticano é imprecisa. É necessário considerar que esses habitantes do Vaticano que você menciona são em sua grande maioria funcionários ou pessoas que de alguma forma estão ligadas às atividades do Vaticano (religiosos, familiares, burocratas, guardas). Considere, ainda, que cerca de 3 mil trabalhadores vivem na Itália, e não no Vaticano. E a arrecadação provém principalmente de doações, aportes internacionais, aluguéis e algumas atividades de serviços. Isso tudo está também no site da CIA que você linkou aqui.

      Portanto, não é uma economia tão complexa quanto a de um país “normal”, digamos, que tem uma série de impostos, empresas estatais, grandes indústrias, agências de fomento, etc. Enfim, usar o PIB per capita para medir riqueza e padrão de vida neste caso não é o método mais preciso. Esse PIB não é distribuído entre os habitantes do Vaticano – aliás, o PIB per capita sempre é uma média imprecisa, tenha cuidado ao analisar esse dado.

      Para medir o padrão de vida, talvez o ideal seríamos pegar os salários e o custo de vida no Vaticano e compará-los com os de outros países. Certamente não está muito longe do restante da Europa, pois a economia do Vaticano está de certa forma ligada à da Itália.

      Mas você tem razão quando diz que a Igreja poderia fazer mais. Sempre dá para fazer mais. Aliás, todos nós poderíamos fazer mais, não acha? Até logo!

      • RAFAEL LEMOS MENDONÇA

        Obrigado pelo conteúdo! Complemento a resposta acima lebrando do custo para a manutenção das propriedades, muitíssimo alto. Entendo que a compensação financeira deixada por Mussolini por conta da perda de território ocasionada pelo Tratado de Latrão passa por aí: não havia mais impostos a ser cobrados dos populares que viviam no antigo território. E hoje quem mais lucra com a existência do Vaticano é a própria Itália, já que é o ponto turístico de maior fluxo na península itálica. Gostaria de emendar uma pergunta: é verdade que a Unesco tombou o Vaticano declarando-o Patrinônio da Humanidade? Se assim for a Igreja JAMAIS poderia se desfazer desses bens para satisfazer a fome da humanidade. Seria um outro argumento.

      • Olá Rafael!
        De fato, a Unesco define a Cidade do Vaticano como patrimônio mundial inestimável, o que inclui monumentos, conjuntos arquitetônicos e locais de interesse (como um sítio arqueológico, por exemplo). Aqui tem mais detalhes (em inglês): http://whc.unesco.org/en/list/286

        Obrigado pelo comentário!

      • Gabriel

        Domingues,

        Eu só usei o PIB per capta para termos uma noção de que é muito dinheiro e poucas pessoas. Não é um indicativo de qualidade de vida, mas sabermos que para cada morador oficial do Vaticano, temos um arrecadamento de R$ 665 mil, já é uma boa base para se ter uma noção de quanto dinheiro há por lá.

        E mesmo se considerarmos as ~3 mil pessoas que você citou, teremos um gasto de quase 150 mil reais para cada pessoa “envolvida diretamente” com o Vaticano. Por mais que não esteja distribuído entre os habitantes, ainda assim é MUITO dinheiro concentrado lá. O que acontece com esse dinheiro todo?

        E mais uma vez, não estou falando das propriedades e bens, que são patrimônio mundial. Estou falando do “fluxo de caixa”, do dinheiro que entra e sai todo ano.

        Quando disse que a igreja católica poderia fazer mais pelas pessoas, eu não estava sendo generalista assim. Na minha opinião (e experiência própria, já que já fiz parte de uma grande paróquia de São Paulo), a igreja deveria estar fazendo muito mais pelos recursos que tem. Sendo realista mesmo. Eu faço trabalho voluntário, e no ramo conheço muitas pessoas que fazem MUITO pelos outros com muito menos recursos do que a igreja católica dispõe.

      • Olá Gabriel! Desculpe a demora para responder.

        Sobre o PIB per capita, insisto que a análise é imprecisa. Se o objetivo é mostrar o tamanho daquela economia, basta o PIB. Não há porque relacioná-lo ao número de habitantes, empregados, etc. Ainda assim, o PIB não mede fluxo de caixa, é uma medida de produção de bens e serviços.

        De qualquer forma, recentemente saíram novamente os resultados financeiros da Santa Sé, o que responde à sua pergunta sobre o que acontece com o dinheiro. A maior parte é de gastos com funcionalismo e meios de comunicação. Outras despesas são a manutenção do patrimônio e as obras de caridade do Óbolo de São Pedro. E, como todos os países do mundo, o Vaticano foi fortemente atingido pela crise econômica recente, voltando a registrar déficit.

  7. RAFAEL LEMOS MENDONÇA

    Os bens da Igreja não pertencem à ela. Do contrário, quando da morte de seu líder abrir-se-ia inventário em prol de seus parentes. Mas são sim patrimônio da humanidade, do qual não pode desfazer-se para encobrir mandos e desmandos de governantes corruptos e incompetentes de deixam o povo de Deus jogado à fome e à miséria; deve a Mãe Igreja sim salvaguardar os bens sob sua posse para um possível momento de uma crise mundial, onde não existam vilões ou culpados, apenas o desterro. Quando um padre é transferido de paróquia leva junto as benfeitorias que realizou nos bens paroquiais, o carro, …? Não! Mas ele leva apenas a carga espiritual de ter levado, ou não, as suas ovelhas para Deus.

    • RAFAEL LEMOS MENDONÇA

      Essa foi uma resposta minha a um grande amigo que quetionou exatamente sobre o tema do post. Muito obrigado ao “Praça de Sales” por me ajudar na defesa da fé e da Mãe Igreja!

  8. Geciéle

    A igreja não pode doar seus bens porque quando Constantino os doou para igreja em documento oficial, a igreja não poderia repasar, vender, doar esses bens para ninguem..

  9. jose neto

    Os Católicos esquecem das FRANQUIAS: Escolas Universidades, Hospitais,entre outras instituições arrecadadoras Conheço pessoas que arrecadam de familiares no carnê.enfim, é lucro a toda prece.Precisamos estudar um pouco mais de historia e filosofia para entendermos um pouco o universo que vivemos. Em um país que se diz LAICO não deveria exigir ensino católico nas escolas e sim diversas segmentos religiosos e nas instituições não poderia haver uma cruz e sim neutralidade.

    • Leonardo

      não confunda PAIS COM ESTADOTambém conhecido como Estado Secular, o Estado Laico é aquele que não possui uma religião oficial, mantendo-se neutro e imparcial no que se refere aos temas religiosos. Geralmente, o Estado laico favorece, através de leis e ações, a boa convivência entre os credos e religiões, combatendo o preconceito e a discriminação religiosa.

      O vaticano não arrecada com as universidades como PUC’S e e sim ajuda elas a se manter pregando acima de tudo o catolicismo como você disse : Precisamos estudar um pouco mais de historia e filosofia para entendermos um pouco o universo que vivemos.

      e o ESTADO ( BRASIL NESTE CASO ) não exige o ensino católico ja estudou em escola publica amigo lá o professor pouco se importa com tua religiao ou o que você pensa sobre a dele 🙂 O ESTADO é laico mais não poder de barrar que alguem como os irmãos marista fudem uma universidade ou escola católica isso é grantindo a qualquer um que tenha como manter a mesma caso contrario logico a mesma ira falir ;X

      • Moreira

        Obrigado e desculpa pela demora.Agora explica a forma de divulgação da missa pela REDE GLOBO, REDE VIDA, todos os domingos pela manhã a fortuna aplicada? apenas para divulgar á boa nova? em todas repartições públicas e algumas privadas, tem simbolismo Católico e se vc observar, até nas organizações militares tem capela, nos Hospitais, enfim, somos láico mas sem um esclarecimento das demais crenças.fica aqui registrado a minha indgnação por parte destes DEFENSORES de certas religiões que proíbem o uso da camisinha, aborto,liberdade de crença e expressão.Obs Espero que a grande maioria, repensem neste modelo de crença onde o individuo não pode pensar de forma contrário desta instituição riquissima que se chama; IGREJA CATÒLICA.

  10. Luiz Carlos Bueno

    Gostaria de uma resposta mais clara sem muitos aditivos, mas não consegui! Reafirmo a inutilidade dessa organização para o mundo, haja vista a sua história suja, camuflada pelos hábitos!

  11. George

    Muito boa mesmo a sua explicação!!!! Parabéns. ótimo o seu blog.

  12. Belíssima Matéria, parabéns, muito bem explicado e esclarecedor, estarei acompanhando sempre!!!

  13. Francisco de Assis

    Um dia a igreja católica e seus lideres serão chamados a responder por crimes cometidos contra a humanidade e a lista é tão extensa que chega a ser impublicavel , tão prospera financeiramente e tão falida moralmente e só se sustenta as custas dos que dão tolamente dinheiro para ela.

  14. Marcelo

    Sei que a Igreja católica e outras religiões ajudam muitas instituições e algumas pessoas que passam por necessidades, mas porque um membro dessa religião precisa andar de Carro zero, luxos tecnológicos etc… e ao invés disso investir em igualdade social, lutar contra a corrupção promovendo campanhas, paralisações, pagando bons investigadores para botar essa cambada de ladrões na cadeia, forçar a eles um boa educação e administração, mas gastam um valor alto para proteger o papa de atentados, ouros que foi justificado no post acima, mas que na minha opinião: Receber Deus em sua casa não precisa oferecer aguá em taça de ouro, afinal Deus não olha em que taça bebeu aguá desde que seja de coração e pura e sincera e como seus FIEIS estão repassando o que lhe foi deixado.
    OBS: claro que tem aqueles que chamamos de mendigos que ficam ai nas ruas pedindo, ao invés de procurar empregos. ou foram como diz o popular, Não teve boa educação, ou é preguiça mesmo. Esses casos acontecem por muitos motivos como a ” A IGREJA TEM MUITOS CUSTOS E O PIB NÃO É ASSIM COMO FALAM ETC E TAL.”.
    Resumindo: A instituições religiosas “EMPRESAS” só querem poder e dinheiro.

  15. ESCRAVIDÃO:era comum até mesmo na ÁFRICA,e a igreja nunca apoiou
    escravidão,e nunca afirmou o negro e índio não ter alma.Vários papas
    foram contra a escravidão:
    PAPA PAULO III
    PAPA JOÃO VIII
    PAPA PIO II
    PAPA PIO VII
    BISPO DE CHIAPA BARTOLOMEU
    DOMINGOS DE MINAJA
    PAPA URBANO VIII
    BISPO D.PEDRO LEITÃO
    PAPA BENTO 14
    PAPA GREGÓRIO XVI
    PAPA LEÃO XIII

    A IGREJA teve vários stos negros,como por exemplo,os africanos (ex escr
    avos)na UNGANDA: (Que foram queimados vivos por ir contra o homosse
    xualismo)

    CARLOS LWANGA
    JOSÉ MUKASA
    DIONÍSIO SSEBUGGAWO
    KIZITO
    ADOLFO LUDIGO MUKASA
    BRUNO SSERUNKUWMA
    AMBRÓSIO KIBUWKA
    ACHILEO KIWANUKIA
    MATYA MULUMBA
    JOÃO MARIA MUZEEYI
    LUKKA BAANAKINTU
    MBAGA TUZINDE
    MUGAGGA LUBOWA
    MUSAKA KIRIWAWANVU
    NOWA MAWAGGALI
    PONSIANO NGONDWE
    GONZAGA GONZA
    ANDRÉ KAGGWA LOURDEL

    Outros stos negros:
    PAPA CALISTO (EX escravo)
    STO AGOSTINHO
    STA MÔNICA
    STA SARA KALI
    SÃO MAURICIO
    STA EFIGÊNIA
    STO ANTÔNIO DE CARTAGERO
    STO ESTEVÃO
    SÃO BENEDITO
    SÃO SERAPIÃO
    SÃO FULGÊNCIO
    STA PERPÉTUA
    STA FELICIDADE
    SÃO MOISÉS
    SÃO MENAS DO EGITO
    STO ATANÁSIO
    SÃO MARCELINO DE CARTAGO
    SÃO NICOLAU
    STA BAKITA
    SÃO PACÔMIO
    SÃO EUGÊNIO DE CARTAGO
    SÃO ANTÃO
    SÃO CIPRIANO DE CARTAGO
    SÃO MARTINHO DE LIMA

    • Apoiou a ditadura tento nazistas como na America do Sul.Apoiou algumas organizações suspeitas, diversos casos de pedofilia,Ossadas encontradas em conventos,Inquisição entre outros absurdos que somente pesquisando sus origens caberiam.Se lembram do bispo urbano que mandou ceifar 70.000 pessoas em nome de Deus? Procure nos anais da história das civilizações.

  16. Ótima explicação.

    Sem falar dos orfanatos, hospitais e obras de caridade como o caso do Ebola em que a Igreja doou um valor considerável para ajudar aqueles que sofrem com a doença.

    • Se a igreja não interferisse nas pesquisas científicas e o estado investisse em prevenção, não precisaria de doações e nem tão pouco a cura pelos bispos e pastores.

  17. Muitas pessoas não sabem que a Igreja Católica é a Instituição que mais caridade fez e faz no mundo. Se a Igreja Católica saísse da África 60% das escolas e hospitais seriam fechados? Quando a epidemia de AIDS estourou nos EUA e as autoridades não sabiam o que fazer eles chamaram as freiras da Igreja para cuidar dos doentes porque ninguém mais queria fazê-lo.
    No Brasil, até 1950, quando não existia nenhuma política de saúde pública eram as casas de caridade da Igreja que cuidavam das pessoas que não tinham condições de pagar um hospital?
    Será que existe qualquer empresa ou instituição que faz pelo menos isso?

    Fontes:http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=jZeH9OQkFlY
    http://temaspolemicosigreja.blogspot.com/2010/10/igreja-catolica-maior-instituicao-de.html
    http://jornalpartilha.blogspot.com/2007/10/histria-das-ipsss-em-portugal.html
    http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1223380820T2vFD3xo1Yc47NV1.pdf
    http://cotidianoespiritual.blogspot.com.br/2011/10/igreja-catolica-maior-obra-caritativa.html

    • Será que minha simples pergunta seria respondida por um tesoureiro do banco vaticano?Com relação ao Brasil, quantas instituições e ong´s, recebem verbas dos fieis e dos governos através e convênios? Posso enumerar diversas delas e dizer que se houvesse um programa de controle de natalidade a nível mundial nos países menos favorecidos, estaríamos construindo uma sociedade plena e um pouco igualitária.

  18. Engraçado é dizer que Deus todo poderoso deseja ter igrejas luxuosas tanto católicas como evangelicas enquanto tem crianças morrendo de fome em barracos desmoronando…

  19. Juliana

    É deprimente ver pessoas como você aplaudindo e se vangloriando em cima de uma riqueza que foi adquirida da forma que foi, dá pra ver que é um católico que gosta de encher o peito pra falar da riqueza e do poder que a igreja tem, mas lembre que Deus não se impressiona com isso, conhece o seu coração e conhece todas as coisas, saia de onde Deus não esta, não se engane, Deus não compactua com o pecado. É tão contraditório pra mim, uma instituição que se diz ser Cristã ser tão rica, sendo que Deus manda dar tudo aos pobres, Jesus que é Deus e rei não tinha onde reclinar a cabeça, seu ministério foi pregar o evangelho enquanto a igreja católica não prega nada, pergunte pra qualquer jovem católico o evangelho o que é? perguntei pra um essa semana que não sabia nada, o que estão ensinando nessas igrejas?

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