Habemus cattus: Bento XVI e os gatos

Chico, o melhor amigo felino de Bento XVI

Na época da eleição do Cardeal Joseph Ratzinger para o papado, em 2005, foi muito divulgada na imprensa internacional a paixão do então “novo Papa” com os gatos.

Bento XVI ama gatos. Sua relação com os felinos vem desde a infância e até hoje ele manifesta grande carinho, embora não possa mais tê-los muito por perto – parece que as regras do Vaticano proíbem a presença de animais de estimação, “por motivos de segurança”.

Essa paixão ficou evidente durante a última visita do Papa aos Estados Unidos, em 2010. Durante um de seus compromissos, enquanto andava nos corredores, o pontífice parou para cumprimentar Pushkin, um gato preto de dez anos que estava no colo do padre Anton Guziel, seu dono. Segundo o padre, Bento XVI começou a conversar com o gato e acariciá-lo nas orelhas: “Você não é bonitinho? Você não é bonitinho?” Depois, falando com o padre: “Qual é o nome dele? Quantos anos ele tem?”

“Você não é bonitinho?”, disse o Papa

Dizem também que, antes do conclave de 2005 que elegeu Bento XVI, o então Cardeal Ratzinger costumava ser visto pelas ruas de Roma alimentando os felinos que viviam soltos pela cidade.

Em Roma, os gatos são muito queridos de modo geral. Isso porque, em determinado período da História, houve um massacre de gatos. Mas logo depois ocorreu uma infestação de ratos pela cidade e, desde então, os romanos cuidam dos gatos e a Itália tem uma série de leis que os protegem.

Mas a relação de Ratzinger com os gatos é anterior ao período em que começou a trabalhar no Vaticano como cardeal, em 1982. Quando criança, ele brincava com vários no jardim de sua casa na Alemanha, que, inclusive, tem uma estátua de felino. Sua família tinha alguns gatos e também os vizinhos.

O mais famoso gato que passou pelo vida de Bento XVI se chama Chico (em alemão fica “Kico”). De acordo com a agência de notícias Rome Reports, Chico pertencia aos vizinhos da frente de Joseph Ratzinger, em Pentling, na Alemanha. Por algum tempo, Chico viveu com Ratzinger, mas voltou a morar com o casal Rupert e Therese Hofbauer quando Ratzinger se mudou de lá. Por muitas vezes, Joseph Raztinger voltou para visitá-lo, mas parece que desde que se tornou Papa não retornou mais.

A história de Bento XVI e Chico ficou conhecida internacionalmente quando Chico escreveu um livro infantil sobre a história de vida de Joseph Ratzinger, a primeira biografia autorizada deste Papa. Se chama Joseph e Chico: a vida do Papa Bento XVI contada por um gato.

Não se assuste, o livro é assinado pelo gato mesmo! Mas é claro que o Chico precisou de uma força. A jornalista Jeanne Perego o “auxiliou” e as ilustrações são de Donata Dal Molin Casagrande. Não encontrei versão em português, mas no Amazon tem em inglês.

Na ocasião da publicação do livro, em 2008, Chico tinha 10 anos. Se ainda estiver vivo, agora está com 14. Não consegui descobrir se ele já morreu ou não, mas seu twitter (sim, ele tem um twitter) está parado desde 2010.

Dizem que os gatos vivem de 15 a 20 anos, mas acho que a imprensa internacional teria nos informado se Chico já tivesse gastado as suas sete vidas.

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1 comentário

Arquivado em Vaticano

Uma resposta para “Habemus cattus: Bento XVI e os gatos

  1. Vinícius Ferreira Afonso

    Esse gosto por gatos do Papa deve explicar-se por ser compartilhado por uma parte dos alemães também. Estive em Blumenau, mês passado, e visitei um museu que antigamente era casa de uma atriz, em cujo quintal havia um cemitério com uma parte dos cerca de 50 gatos que a sobrinha do Dr. Blumenau criava…

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