Bispos pedem que Constituição não defina o Zâmbia como “nação cristã”

Dois bispos do Zâmbia: Dom George Lungu, bispo de Chiapata, e Dom Ignatius Chama, arcebispo de Kasama

Bispos católicos do Zâmbia pediram ao comitê técnico responsável por escrever a nova Constituição do país que não o considere uma “nação cristã”. Segundo informaram os bispos à agência de notícias católica Fides,  esse termo deve ser omitido. “Um país não pode praticar os valores e preceitos do Cristianismo com uma mera declaração”, afirmam os bispos.

“O princípio de separação entre Estado e Religião não deve ser perdido”, acrescentam. “Se o Zâmbio é um país multirreligioso, um fato que foi reconhecido no preâmbulo do primeiro rascunho do Comitê Técnico, dizer que o Zâmbia é uma nação cristã seria uma contradição a esse fato.”

Além disso, os bispos pediram que a Constituição do país rejeite a pena de morte e o aborto. A Conferência Episcopal do Zâmbia acredita, ainda, que o novo texto deve apresentar regulações sobre a cidadania e a exploração dos recursos naturais do país.

De acordo com o site Religión en Libertad, a atual Constituição do país é uma recompilação legislativa de 1996 e inclui uma emenda que declara o Zâmbia uma “nação cristã”, embora garanta a liberdade religiosa. Cerca de 85% da população é cristã – o que inclui católicos e protestantes -, 5% são muçulmanos, 5% pertencem a outras comunidades e 5% se dizem ateus.

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Arquivado em Cristianismo, Igreja no Mundo

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