Portas abertas para João Paulo II

Imagem de João Paulo II exposta no dia da beatificação

Imagem de João Paulo II exposta no dia da beatificação, na Praça de São Pedro

A comissão de teólogos que analisa os processos de canonização da Congregação para as Causas dos Santos aprovou o segundo milagre atribuído à intercessão do Papa João Paulo II, informou hoje o site Vatican Insider E a Radio Vaticano confirmou.

De acordo com o site, o segundo milagre teria ocorrido depois da beatificação, realizada em 1º de maio de 2011 pelo Papa Bento XVI, e já havia sido aprovado por uma comissão de médicos da Congregação (relatou há algum tempo o vaticanista Andrea Tornielli).

Agora, as portas estão abertas para que os cardeais e bispos da Congregação se reúnam e decidam os próximos passos. Basicamente, é só apresentar os documentos para o Papa Francisco e sugerir uma data para a cerimônia. Em Roma, há alguns meses há rumores de que a canonização pode ocorrer em 20 de outubro, data de sua eleição ao papado.

Vatican Insider afirma que tudo vem sendo realizado com grande segredo no processo do Papa polonês, que morreu em abril de 2005. Não foram informados, portanto, detalhes sobre o novo milagre. O site se refere apenas à cura de uma mulher. O primeiro milagre foi a cura de uma freira francesa que tinha  Mal de Parkinson (mesma doença que debilitou muito João Paulo II em sua velhice). Segundo a Irmã, a doença teria desaparecido dois meses depois da morte do Papa, após uma sequência de orações para ele.

Se concretizada, a canonização ocorreria em tempo recorde: apenas oito anos depois da morte do “santo”. Desde sua morte, multidões de todo o mundo já gritavam “Santo Subito”, que em italiano quer dizer algo como “Imediatamente Santo”. João Paulo II era extremamente popular e foi Papa por 27 anos. Cerca de 1,5 milhão de pessoas compareceram à Praça de São Pedro, no Vaticano, para participar da missa de canonização.

Por enquanto, João Paulo II é considerado beato. A beatificação é um reconhecimento da Igreja de que a pessoa possui certas virtudes e pode ser oficialmente alvo de devoção e culto dos fiéis em âmbito local, ou seja, em uma determinada região do mundo. Quando a pessoa é considerada “apenas” beata (abençoada), a Igreja ainda não afirma total certeza de que essa pessoa está no céu e que pode intervir na Terra junto a Deus.

A canonização, por sua vez, é um reconhecimento quase que duplo de tais virtudes e, mais do que isso, uma declaração formal da Igreja de que certamente a pessoa canonizada é um santo. Ao canonizar alguém, a Igreja anuncia publicamente acreditar que essa pessoa está no céu, “perto de Deus”. Por isso somente o Papa pode autorizar uma canonização. Portanto, somente a canonização permite a devoção e o culto de toda a Igreja Católica diante do  santo, em todo o mundo.

A partir da canonização é permitido, por exemplo, ter imagens do novo santo em todas as igrejas do mundo que assim quiserem. Podem ser criadas capelas e paróquias dedicadas ao novo santo, conforme o desejo do povo e do bispo local, o que não é possível fazer para um beato.

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