Arquivo do mês: julho 2014

Papa cansado

Publicamos aqui um trecho e o link para nossa análise publicada pelo jornal O São Paulo na semana passada, a respeito da solenidade de São Pedro e São Paulo, celebrada pelo Papa Francisco na basílica de São Pedro. No mesmo texto, falamos sobre os boatos de que o papa estaria doente e sobre a intensa rotina de trabalho que ele tem praticado.

Aumentaram nas últimas semanas, especialmente em Roma, as especulações sobre a saúde do Papa Francisco. Ele tem demonstrado cansaço nos eventos públicos e cancelou ao menos cinco nos seis últimos meses. O último foi uma visita ao hospital Gemelli, sábado passado, em Roma, onde tudo já estava pronto para a chegada do papa. Pacientes e funcionários o esperavam com cartazes e faixas, mas receberam de repente um aviso de que Francisco não viria mais. Quem celebrou a missa e leu a homilia do papa foi o cardeal Angelo Scola, de Milão.

“Quem decide a agenda é ele”, afirmou o porta-voz do Vaticano, Pe. Federico Lombardi, ao jornal italiano La Stampa. “O Santo Padre tem um ritmo de vida muito intenso porque se sente chamado a serviço do Senhor com todas as suas forças. Nem quando era arcebispo de Buenos Aires tirava férias.”

De fato, Francisco tem assumido um maior número de atividades diárias do que os últimos dois papas, Bento XVI e João Paulo II. Além disso, não saiu de férias no ano passado e nem vai tirar neste ano. Não faz a pausa de um dia na semana. Prefere trabalhar todos os dias e descansa pouco. Entretanto, o Vaticano diz que não há motivos para preocupações. Segundo Lombardi, é normal que em alguns dias o pontífice se sinta um pouco indisposto. Espera-se que nos meses de verão – especialmente julho e agosto – possa reduzir o ritmo das atividades, sem missas ou audiências públicas.

Clique aqui para ler a íntegra do texto, que você encontra na página 10 da edição digital do jornal.

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Por que o Papa Francisco vai à Albânia?

Publicamos aqui no blog um trecho e o link de nossa análise que saiu no jornal O São Paulo, buscando entender os motivos da decisão do Papa Francisco de visitar a Albânia.

A primeira viagem do Papa Francisco dentro da Europa será para a Albânia, um pequeno país no Sudeste europeu. Com cerca de 3,2 milhões de habitantes, a Albânia é menor do que muitas cidades brasileiras – São Paulo é quatro vezes maior –, o que faz pensar: por que Francisco vai à Albânia? Quando anunciou a viagem de um dia à capital Tirana (no Ângelus de 15 de junho), o Papa justificou: “Desejo confirmar na fé a igreja da Albânia e testemunhar o meu encorajamento a um país que sofreu por muito tempo como consequência das ideologias do passado.” A vaticanista de longa data Joan Lewis, norte-americana que trabalha para a emissora católica EWTN e para o site Vatican Insider, do jornal italiano La Stampa, costuma dizer que a essência do pontificado do Papa Francisco pode ser resumida em três letras “P”: Pessoas, Pobreza e Paz. Talvez essa simplificação ajude a entender os motivos da viagem à Albânia.

Pessoas – Quando falou das “ideologias do passado”, Francisco se referia ao fato de que a Albânia foi, nas últimas décadas, um país marcado por forte  opressão política e social. A região foi ocupada pela Itália fascista e pela Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial e, depois, viveu um longo e rígido governo comunista, de 1967 até o início dos anos 1990. Com o fracasso do comunismo, dezenas de milhares de albaneses atravessaram o Mar Adriático e fugiram para a Itália em barcos de pesca ou balsas improvisadas. Até hoje são muitos os imigrantes albaneses na Itália, onde formaram família, arranjaram trabalho, e, mesmo com dificuldades, construíram suas vidas. O bispo de Roma, na Albânia, vai ao encontro de muitos que não tiveram a mesma chance.

Clique aqui para ler o restante do texto, que você encontra na página 10 da edição digital do jornal.

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Oração pela paz: um ato de coragem

Publicamos aqui no blog um trecho e o link de nossa reportagem que saiu no jornal O São Paulo no início de junho, sobre a oração pela paz na Terra Santa organizada pelo Papa Francisco no Vaticano.

“Para fazer a paz é preciso coragem, muito mais do que para fazer a guerra”, afirmou o Papa Francisco no encontro histórico do dia 8 de junho, que organizou pessoalmente com os presidentes de Israel, Shimon Peres, e da Palestina, Mahmoud Abbas. Foram mais de duas horas de grande proximidade, meditação e oração, também com a presença do patriarca ecumênico ortodoxo, Bartolomeu, bispo de Constantinopla. Os quatro líderes e outros representantes do judaísmo, do cristianismo e do islamismo – as três comunidades religiosas que têm sua origem no patriarca bíblico Abraão –, se reuniram no Vaticano simplesmente para rezar para o Deus único em que creem. Em momentos separados, os três grupos agradeceram pelo dom da criação, pediram perdão pelos pecados cometidos e pediram a paz no Oriente Médio e em todo o mundo. Uma reunião que talvez o próprio Francisco definisse como um ato de coragem.

“Precisamos de coragem para dizer sim ao encontro e não ao confronto; sim ao diálogo e não à violência; sim ao negociado e não às hostilidades; sim ao respeito dos pactos e não às provocações; sim à sinceridade e não à duplicidade. Para tudo isso, precisamos de coragem”, declarou o pontífice, que havia oferecido “sua casa” (literalmente, a Casa Santa Marta e os jardins do Vaticano) para sediar o encontro de oração. “Senhor, infunde em nós a coragem de realizar gestos concretos para construir a paz”, rezou. Segundo o Papa, para se alcançar a verdadeira paz é necessário romper com a “espiral do ódio e da violência com uma só palavra: irmão”. Ao fim do encontro, os quatro irmãos plantaram, juntos, um pé de oliveira, árvore-símbolo da paz.

Leia a íntegra na página 10 da versão digital do jornal, que você encontra clicando aqui.

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Pedro visita André

Publicamos aqui no blog um trecho e o link para reportagem nossa que saiu no jornal O São Paulo sobre a visita do Papa Francisco à Terra Santa:

Cinquenta anos atrás, o papa Paulo VI e o então patriarca ecumênico, Anthenagoras I, se encontravam pela primeira vez em Jerusalém desde o cisma entre as igrejas do Ocidente e do Oriente em 1054. Celebrar a memória desse encontro foi o principal motivo da ida do papa Francisco à Terra Santa por três dias, a convite do atual patriarca, Bartolomeu I. Pela primeira vez na história os sucessores dos apóstolos irmãos Pedro e André rezaram juntos na Igreja do Santo Sepulcro, construída no lugar onde morreu e foi sepultado Jesus. O encontro do dia 25 de maio, novamente em Jerusalém, foi forte e significativo, pois a cidade remete à origem do cristianismo, quando a Igreja era uma só.

Chamando um ao outro de “amadíssimo irmão”, os dois trocaram cumprimentos fraternais. Francisco chegou a beijar a mão do patriarca de Constantinopla após ouvir seu discurso, algo inimaginável alguns anos atrás, quando era forte a rivalidade entre as igrejas católica e ortodoxa. Um gesto surpreendeu, embora seja já um hábito do Papa Francisco: ele beija as mãos de sacerdotes idosos, pessoas doentes ou sofredores, como também fez com os sobreviventes do holocausto. Bartolomeu o acolheu com um abraço e diversas vezes o amparou enquanto caminhavam, alertando-o que o piso da igreja era escorregadio.

Leia a íntegra na página 24 da versão digital do jornal, que você encontra clicando aqui.

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‘Canonização de dois papas foi convite à unidade”, diz vaticanista John Allen Jr

john allenPublicamos agora aqui no blog um trecho e o link para nossa entrevista com o vaticanista John Allen Jr, que saiu no jornal O São Paulo no fim de abril, após a canonização dos papas João Paulo II e João XXIII. Segundo John Allen, do jornal Boston Globe, a decisão do papa Francisco juntar a canonização de João 23 e João Paulo 2o é um convite à unidade.

Por que o papa Francisco resolveu canonizar os dois papas juntos?

John Allen Jr. – Veja, uma coisa para nunca esquecer sobre o papa Francisco: sim, ele é um homem humilde, simples, é o papa dos pobres, mas sob tudo isso está a mente de um brilhante político jesuíta. Ele sabe que, no ambiente católico, por mais equivocado que isso seja, João 23 é visto como um herói da esquerda e João Paulo 2o é visto como um herói da direita. Então, se você canoniza um deles separadamente, corre o risco de parecer a ‘volta olímpica’ de um lado ou de outro na Igreja, em termos de debates. Mas se você coloca os dois juntos, é um claro convite à unidade. E acho que a unidade é muito importante para este Papa.

Você trabalhou como vaticanista no pontificado de João Pau- lo 2o, de 1998 a 2005. Como descreveria as mudanças pelas quais ele passou ao longo o pontificado?

John Allen Jr. – Uma das coisas que me surpreenderam foi o quão ativo ele permaneceu no seu período de declínio físico. Eu cobri viagens que ele fez em 2003 e 2004. No fim delas, eu estava exausto! Imagine esse homem! Infelizmente, nossas memórias de João Paulo 2o, neste momento, estão muito condicionadas pela forma como ele morreu. O que as pessoas lembram é aquele homem frágil, ancião, morrendo em público. Veja, as pessoas foram inspiradas por isso, se comoveram, mas isso tem um efeito distorcido porque nós esquecemos como ele começou. Se voltarmos a 1978, ele era tipo (o ator) John Wayne de batina! Era um “super-herói”, vigoroso, arrojado, atleta- -alpinista de Deus! Ele pegou omundo como uma tempestade.

Clique aqui para ler o restante da entrevista, que você encontra na página 12 da versão digital do jornal O São Paulo

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