Arquivo da tag: Barack Obama

Papa convoca vigília de oração pela Síria

ImagePapa Francisco hoje: “Decidi convocar toda a Igreja, no dia 7 de setembro, vigília da Natividade de Maria, Rainha da Paz, para um dia de oração e jejum pela paz na Síria, no Oriente Médio e no mundo inteiro. Convido a unir-se a esta iniciativa, do modo que considerarem mais oportuno, os irmãos cristãos não-católicos, os fiéis de outras religiões e todos os homens de boa vontade”.

No Vaticano, serão cinco horas de oração na Praça de São Pedro, das 19h às 24h. Desde o pontificado de Bento XVI a Igreja vem pedindo ao mundo uma solução pacífica para o problema dos conflitos na Síria.

Com o  recente ataque com armas químicas no país e um agravamento do tom na comunidade internacional – especialmente depois que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que haverá uma operação militar na Síria – o Papa Francisco também resolveu intensificar as orações pela Paz. De modo velado, hoje ele criticou a posição norte-americana, de realizar uma intervenção militar na Síria. Já há algumas semanas vem pedindo uma solução por meio do diálogo.

“O uso da violência nunca conduz à paz. Guerra chama mais guerra, violência chama mais violência”, declarou o Papa neste domingo.

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Igreja

Igreja se une a Obama contra as armas

Em liquidação?

Uma das discussões mais intensas e acaloradas nos Estados Unidos tem sido o controle sobre a compra e o porte de armas proposto pelo presidente Barack Obama. E a Igreja Católica tem se mostrado firmemente a favor da adoção de novas restrições, posição que contraria boa parte da sociedade americana (praticamente a metade), mas que não é nova e, aparentemente, ainda não foi amplamente divulgada pela imprensa internacional.

Neste post, primeiro vamos ver como está a situação do problema nos Estados Unidos e, segundo, apresentar o que diz a Igreja Católica sobre esse assunto.

CONTEXTO – Basicamente, o ambiente esquentou quando o recém-reeleito presidente Obama disse no fim do ano passado que apresentaria medidas urgentes para mudar as políticas de compra e controle de armas de fogo no país, após mais um entre tantos tristes massacres em escolas americanas – quando um atirador matou 20 crianças e 6 adultos. Porém, a rica e potente indústria bélica dos Estados Unidos, com seus influentes grupos de lobby no Congresso e apoio de boa parte da população, quer impedir qualquer mudança nesse sentido e procura desvincular as frequentes tragédias ao fácil acesso às armas de fogo.

Obama e o Partido Democrata apresentaram mais de 20 medidas, entre elas a proibição da venda de armas pesadas e militares, como metralhadoras, e a necessidade de comprovação de ausência de antecedentes criminais para que se possa comprar armas de fogo. Mas é grande a resistência a esse projeto, que precisa ser aprovado também por legisladores do Partido Republicano. Os Republicanos geralmente têm maior número de representantes nas regiões onde o comércio de armas está mais consolidado e faz parte da cultura local. É muito comum em áreas rurais praticar caça, por exemplo, ou tiro ao alvo.

Obama assumiu praticar tiro ao alvo, mas está firme na guerra contra as armas

Mas, de acordo com Obama, que hoje afirmou ser ele próprio um praticante de tiro ao alvo, as regras são importantes para as áreas urbanas do país. Segundo o presidente americano, é preciso “entender que a realidade das armas em áreas urbanas é muito diferente das realidades em áreas rurais”. A Associação Nacional de Rifles, uma das mais fortes instituições contrárias ao controle de armas nos Estados Unidos, reclama que as ideias de Obama vão de encontro aos direitos individuais de todo cidadão, que pode comprar quantas armas quiser para proteger a si mesmo, à sua família e a seus bens pessoais.

Na tentativa de explicar o motivo da forte resistência popular ao controle de armas, Obama declarou: “Se você cresceu e seu pai te deu um rifle de caça quando você fez 10 anos, e você saiu e passou o dia com ele e com seus tios, e isso se tornou parte das tradições de sua família, dá para ver por que você resistiria a isso (o controle de armas).” De qualquer forma, o presidente tem reclamado que os Republicanos não querem se comprometer com essa essencial mudança na sociedade.

IGREJA DEFENDE RESTRIÇÕES – Embora a Igreja Católica e o governo Obama tenham se enfrentado no que diz respeito à defesa da vida e o sistema de saúde americano (entenda melhor aqui), desta vez os dois estão do mesmo lado da briga. Em janeiro deste ano, a Santa Sé afirmou que recebeu positivamente a iniciativa de Barack Obama.

Dessa vez juntos

Dessa vez, juntos

O porta-voz do Vaticano, Pe. Federico Lombardi, publicou um editorial no jornal L’Osservatore Romano dizendo que “as iniciativas anunciadas pela administração americana para a limitação e o controle da difusão e do uso das armas são certamente um passo na justa direção”. O sacerdote recordou que “47 líderes religiosos de várias confissões e religiões enviaram um apelo aos deputados americanos para limitar as armas de fogo que ‘estão fazendo a sociedade pagar um preço inaceitável em tragédias e mortes insensatas’, e acrescentou: “Estou com eles.”

E essa posição, como dissemos no início do post, não é recente e vem sendo há tempos reiterada. Em 2006, na Mensagem para o Dia Mundial para a Paz, o Papa Bento XVI lamentou “o aumento preocupante das despesas militares” e o comércio de armas “cada vez mais próspero” no mundo.

No caso específico dos Estados Unidos, os bispos americanos divulgaram em novembro 2000 um documento chamado “Responsabilidade, Reabilitação e Restauração: Uma Perspectiva Católica sobre o Crime e a Justiça Criminal“, no qual dizem claramente que são contra o livre comércio de armas no país e que, no longo prazo, seu uso deveria ser “eliminado de nossa sociedade”, exceto para policiais e militares. Diz o episcopado americano:

“Como bispos, apoiamos as medidas que controlam a venda e o uso de armas de fogo e as tornam mais seguras – especialmente esforços para evitar seu uso não supervisionado por crianças ou qualquer outra pessoa que não o proprietário – e reiteramos nosso pedido por uma regulação sensata das armas de fogo.”

Enfim, muitas outras vezes a Igreja Católica vem defendendo a restrição e até mesmo o fim do comércio de armas. Também outras instituições e associações – muitas delas formadas por parentes de vítimas de massacres – tentam caminhar no mesmo sentido. Aparentemente, o governo Obama está fazendo um esforço real para mudar a situação, mas a dificuldade está no Congresso.

Como nos Estados Unidos os dois principais partidos se enfrentam muito duramente na política e os grupos de lobby são muito ricos e influentes, pode ser que ainda por um bom tempo as coisas fiquem como estão. Enquanto isso, até em supermercados é possível comprar revólveres e munições e, com sorte, quem sabe se encontra uma boa liquidação.

1 comentário

Arquivado em Igreja, Igreja no Mundo

O voto católico em Obama

Resolvemos propositalmente esperar até o fim de semana para escrever neste blog sobre a reeleição de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos, que ocorreu na última terça-feira (6). Queríamos ver qual seria a reação da mídia católica e dos jornalistas de religião e, como imaginávamos, muito se falou sobre as supostas “incertezas” nas relações diplomáticas entre a Santa Sé e os Estados Unidos. Mas essa não parece ser a grande questão neste momento.

Se o presidente é o mesmo, os partidos são os mesmos, o Papa é o mesmo, a relação continua sendo a mesma: delicada, especialmente no que diz respeito às questões da chamada “defesa da vida”. Já tratamos neste blog da insatisfação dos bispos católicos dos Estados Unidos com a reforma da saúde do governo Obama, que obriga empresas  a fornecerem plano de saúde para seus funcionários (com acesso a anticoncepcionais, pílulas do dia seguinte e aborto em alguns casos) e sobre a mudança de posição pessoal de Obama a respeito do casamento de pessoas do mesmo sexo. Ele se tornou o primeiro presidente dos Estados Unidos a aprovar o “casamento gay”. Em ambos os casos, as decisões foram fortemente contrárias ao posicionamento oficial da Igreja, o que ajuda a explicar por que a relação está abalada.

A grande questão que precisa ser analisada e estudada por especialistas agora é o fato de que metade dos eleitores que se dizem católicos votou em Obama, ou seja, contra a recomendação dos bispos católicos de seu país. Está na cara que temos aí um conflito. Os bispos americanos vinham insistindo há meses principalmente na questão do direito à vida e à família, criticando qualquer iniciativa do governo Obama em favor do aborto e da contracepção. E, mesmo assim, deu Obama.

Candidato derrotado, Mitt Romney

Mais do que isso, em referendo realizado no mesmo dia da eleição presidencial, eleitores de Washington, Maine e Maryland aprovaram medidas que legalizam o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Em Maine, apenas três anos atrás os cidadãos haviam rejeitado a mesma emenda. Pela primeira vez na história dos Estados Unidos, o “casamento gay” foi aprovado em todos os Estados em que foi colocado à prova. E, em Minnesota, uma proposta de proibição para essa união foi rejeitada pela população.

Em outras palavras, mesmo após uma intensa e agressiva campanha dos bispos, muita gente, inclusive católicos, votou em Obama. O que poderia ter causado isso? São várias possibilidades. Mas fato é que vem ocorrendo uma forte mudança nos padrões culturais e comportamentais de muitos países, não só nos Estados Unidos, que vai de encontro ao ensinamento da Igreja, cuja mensagem vem sendo rejeitada por grupos que antes a aceitavam sem questionar muito. São cada vez mais fortes e mais presentes os grupos feministas que defendem o aborto, os grupos de defesa dos direitos dos homossexuais e os ateus engajados, por exemplo. É a tal da “secularização” dando as caras novamente, e com força.

Cardeal Timothy Dolan, de Nova York

Outra forma de se encarar a questão é analisar a maneira como a Igreja vem transmitindo sua mensagem. Fazer a chamada “defesa da vida” com discursos agressivos pode não ser a forma mais eficiente. O sarcasmo, a ironia e as mensagens indiretas podem ser interpretados como arrogância e abuso de autoridade, lembrando a imagem da antiga Igreja que mais reprimia do que acolhia. “Chamar para a briga” num cenário de divisão pode não ser a forma mais inteligente de mobilizar a sociedade.

E é exatamente o que a Igreja tem feito – pedido uma firme mobilização em favor da liberdade religiosa, da defesa da vida e da família. Em editorial, o jornal L’Osservatore Romano afirmou que a Igreja não sai derrotada e que os católicos devem defender o ensinamento da Igreja diante de ideologias politicamente corretas que invadem todas as culturas do mundo e contrariam as bases de nossa sociedade.

O presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos (USCCB), Cardeal Timothy Dolan, grande porta-voz da campanha dos bispos contra Obama, disse que eles rezam pelo presidente, mas pediu que Obama busque o bem comum, especialmente cuidando dos mais vulneráveis, “o que inclui os não nascidos, os pobres e os imigrantes”. Segundo Dolan, os bispos católicos vão continuar defendendo “a vida, o casamento e nossa mais querida liberdade, a liberdade religiosa”. Para ele, obrigar católicos a obedecer leis que favorecem a contracepção, por exemplo, é um atentado à liberdade religiosa.

Há que se observar, ainda, que Obama não ganhou a eleição sozinho. Ele disputou contra Mitt Romney, que tem lá suas qualidades e defeitos, e cujo Partido Republicano tem nos assuntos bélicos tradição e gosto mais do que comprovados. Sendo assim, o que pode ser “defesa da vida” para alguns eleitores católicos pode não ser a mesma “defesa da vida” para outros. É uma questão de avaliar qual é a prioridade. E as prioridades mudam.

De qualquer forma, o Papa Bento XVI saudou o presidente eleito, oferecendo suas orações para que Deus o ajude a conduzir suas sérias responsabilidades (o texto da mensagem não foi divulgado). No seu discurso de vitória, Obama disse que volta à Casa Branca mais inspirado e determinado. “O reconhecimento de que temos esperanças e sonhos comuns não acaba com todos os impasses, nem resolve nossos problemas ou substitui o cuidadoso trabalho de construir consensos e assumir compromissos difíceis e necessários para conduzir este país adiante”, declarou.

Deixe um comentário

Arquivado em Igreja, Igreja no Mundo, Outras crenças

Vaticano e Benetton fazem as pazes após fotomontagem com o Papa

O Vaticano retirou hoje o processo contra a famosa marca italiana de roupas Benetton por usar indevidamente a imagem do Papa Bento XVI em uma campanha publicitária no ano passado. Vamos recordar o caso neste post e ver o que acontece agora.

Em um dos anúncios da Unhate Foundation (“unhate” em inglês quer dizer “não ódio” ou “pare de odiar”) divulgados em novembro de 2011, o Benetton Group colocou Bento XVI beijando a boca do xeque egípcio Ahmad al Tayyib, presidente da Universidade Al Azhar, que rompeu relações com a Santa Sé. Na época, o Vaticano considerou a imagem “uma séria falta de respeito” e disse que a manipulação da imagem foi “inaceitável”, pois tem fins comerciais e, além de ser um desrespeito com o Papa, é um desrespeito com os fiéis.

O porta-voz Pe. Federico Lombardi afirmou na ocasião que o anúncio da Benetton foi “uma afronta aos sentimentos dos fiéis e uma demonstração evidente de como, no campo da propaganda, as regras mais elementares do respeito aos outros podem ser quebradas para atrair atenção por meio da provocação”. Portanto, a Secretaria de Estado da Santa Sé autorizou seus advogados a processar a Benetton pelo uso indevido da imagem do Papa.

Horas depois do pronunciamento do Vaticano, a Benetton se retratou: “Pedimos desculpas que o uso da imagem (do Papa) tenha afetado tanto a sensibilidade dos fiéis.” Logo em seguida, a marca retirou os anúncios de circulação, mas, como eles caíram na internet, obviamente foi impossível apagá-los completamente.

Ahmad al Tayyib, que aparece no anúncio beijando Bento XVI

Hoje, o Vaticano divulgou outro comunicado, encerrando a briga. Segundo o Pe. Lombardi, o Benetton Group reiterou, na sexta-feira passada, seu pedido de desculpas e garantiu que todas as imagens do Papa foram retiradas da circulação comercial.

A marca “prometeu não usar a imagem do Santo Padre no futuro sem autorização da Santa Sé”, disse Lombardi, acrescentando que a empresa “vai usar seus recursos para impedir outras utilizações da imagem por terceiros em sites na internet ou em outros lugares”. – (Comentário nosso: Não sei como.)

Por fim, “o Benetton Group reconheceu que a imagem do Papa precisa ser respeitada”. De acordo com Lombardi, a Santa Sé não buscava compensação financeira, mas moral, o que foi atendido pela Benetton, realizando um “ato de generosidade, efetivo, embora limitado, junto a uma das atividades de caridade da Igreja”. Não foi informado o valor da doação nem para qual instituição ela foi feita.

Infelizmente, não é possível saber se a retratação da Benetton foi sincera ou se foi apenas mais uma jogada publicitária. Ou, ainda, se foi só uma forma de evitar o pagamento de uma grande indenização ao Vaticano.

Isso porque os outros anúncios – que incluem o presidente americano, Barack Obama, beijando Hugo Chávez, presidente da Venezuela, e o presidente chinês, Hu Jintao, entre outros – não foram tirados do ar e ainda podem ser vistos e copiados livremente no site da Unhate Foundation. Além disso, as imagens correm à solta na internet e, neste momento, todos os sites de notícias, o Google e o Facebook estão fazendo propaganda de graça para a Benetton.

Ou seja, apenas a imagem que inclui o Papa foi supostamente considerada desrespeitosa pela marca. As outras pelo visto não.

Deixe um comentário

Arquivado em Igreja no Mundo, Vaticano

A insatisfação dos bispos com a reforma da saúde no governo Obama

Bispos católicos dos Estados Unidos bateram de frente com o governo do presidente Barack Obama nas últimas semanas por causa de uma regra administrativa relacionada à reforma do sistema de saúde aprovada em 2010. Essa regra passou a exigir que todas as empresas que fornecem plano de saúde para seus funcionários ofereçam, inclusive, o acesso a métodos contraceptivos, inclusive anticoncepcionais e pílulas do dia seguinte para mulheres.

Para entender o questionamento dos bispos, é preciso saber que nos Estados Unidos não existe  um sistema de saúde pública em si. Cada indivíduo tem de ter o seu plano e existem planos de saúde do governo. A reforma da saúde proposta por Obama possibilitou o acesso de milhões de pessoas desamparadas a um plano de saúde. Os bispos apoiaram a reforma de um modo geral, com a ressalva de que o dinheiro público não deveria ser destinado ao aborto ou aos métodos contraceptivos.

Vale lembrar também que a Igreja Católica é oficialmente contra qualquer tipo de método contraceptivo, pois entende que o sexo deve ser praticado dentro do casamento e  que o casamento visa ao bem dos cônjuges e de seus descendentes – e para que haja descendentes,  é preciso que o casal esteja aberto a tê-los. Entende que os filhos são um dom de Deus e não podem ser rejeitados. Esta é a posição oficial da Igreja desde que o Papa Paulo VI assim a determinou na encíclica Humanae Vitae – que reflete sobre a vida humana como um todo, e não só sobre esse tema. Digo que é a posição oficial porque alguns grupos da Igreja defendem uma flexibilização nessa ideia. Mas não é bem disso que estamos falando agora.

Nesse contexto, o bispos dos Estados Unidos ficaram furiosos quando a nova regra do “Obamacare”, apelido dado ao programa de saúde, passou a exigir que todos os planos de empresas fornecessem contraceptivos. Isso porque há milhares de empresas ligadas à Igreja no país, como escolas, hospitais, escritórios e até mesmo paróquias, além de milhões de empresários católicos ou protestantes que não querem financiar a contracepção e o aborto.

Liderado pelo arcebispo de Nova York, cardeal Dom Timothy Dolan, o episcopado questionou duramente o governo Obama a respeito da saúde pública. E pediu mudanças na regra, pois entende que ela é um desrespeito à liberdade religiosa, garantida na Constituição do país. A reação de Obama foi quase que imediata: o presidente desistiu da exigência de que  organizações religiosas fossem obrigadas a fornecer métodos de controle de natalidade. Em vez disso, os próprios planos de saúde deveriam se responsabilizar. O problema aí é que, em muitos casos, os planos de saúde são das próprias instituições religiosas, o que torna a questão ainda mais complicada. Não está claro como vai ficar isso.

O cardeal Dolan

Por esse e por outros motivos, os bispos não estão satisfeitos. Pedem uma “isenção de consciência” para os grupos religiosos que se opuserem à regra. Além disso, ainda são contrários ao fato de que o governo manteve a cobertura à esterilização, à contracepção e a métodos abortivos nos planos de saúde em geral. Também questionam o funcionamento adminstrativo da regra. Pedem uma “cuidadosa análise moral” e criticam a “intromissão” do governo em questões de governança religiosa.

Para complicar ainda mais o embate, algumas religiosas católicas dos Estados Unidos, especialmente de congregações que atuam na área da saúde, se manifestaram diversas vezes a favor da reforma, que consideram essencial para a população mais carente. Ao fazer isso, elas contrariam os bispos em parte, pois defendem o acesso de todos à saúde pública sem questionar pontualmente as políticas públicas de contracepção. Mas concordam com a “isenção de consciência” para instituições religiosas e acham que essa solução já basta.

Vamos acompanhar os próximos capítulos dessa novela. Além da questão religiosa, o caso desgastou significativamente a imagem do presidente Barack Obama – candidato à reeleição neste ano – também junto a outros grupos religiosos que seguem a mesma linha de pensamento dos bispos católicos.

4 Comentários

Arquivado em Cristianismo, Igreja no Mundo, Outras crenças, Uncategorized