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Papa demonstra incrível confiança nos leigos, diz autora italiana

palladino1Tomar iniciativa e não esperar pelos outros para evangelizar. Segundo a professora Emilia Palladino, especialista em Doutrina Social da Igreja e autora do livro “Leigos e Sociedade Contemporânea”, foi essa a mensagem do papa Francisco para os fiéis leigos no seu primeiro ano de pontificado. Em entrevista exclusiva ao jornal O São Paulo, ela afirmou que Francisco tem uma “incrível confiança” nos leigos e lhes dá uma “responsabilidade tão grande que até nos confunde”, avalia a italiana, que ensina na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

Leia a íntegra de nossa reportagem na página 14 do especial publicado no jornal O São Paulo.

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Quem será o próximo Papa? Veja alguns nomes de possíveis ‘papáveis’

Algum tempo atrás, o Papa Bento XVI reconheceu que, aos 85 anos de idade, já está “no último trecho da viagem” de sua vida.

Por isso, embora ele esteja com boa saúde, não é crime ou desrespeito começarmos a pensar em quem poderia ser o próximo “sucessor de Pedro”. Neste post, vamos olhar para o cenário atual de “papáveis” sem compromisso nem torcida, com a ajuda do renomado jornalista americano John Allen Jr.

Allen publicou uma lista dos nomes mais citados quando o assunto é “quem será o próximo Papa?”. O vaticanista já avisa que esses levantamentos são falíveis e, portanto, devemos levá-los em conta apenas como “aquilo que se ouviria nas mesas de jantar em Roma”. Para quem lê bem em inglês recomendo que vá ao blog de John Allen clicando aqui.

Ele fez uma espécie de consulta a observadores do Vaticano – jornalistas, diplomatas, acadêmicos, religiosos – e chegou a 12 nomes de eventuais candidatos ao papado. Entre as “possibilidades”, há um brasileiro. Mas antes de resumir a lista de Allen, cabe questionar o que se espera de um Papa? São quatro pontos principais a serem avaliados pelos cardeais num conclave:

1) A experiência pastoral e o apego ao ensinamento teológico da Igreja, isto é, a essência do que é ser o “pastor” do rebanho, afinal, antes de mais nada o Papa é um líder religioso; 2) o caráter administrativo, para saber lidar com o funcionamento do Vaticano, fazer nomeações ou, pelo menos, saber delegar; 3) o caráter político, isto é, saber mediar conflitos e, ao tomar decisões, evitar desagradar partes envolvidas; 4) avaliando o “conjunto da obra”, os cardeais devem pensar no que cada um representaria em termos de transição e evolução ante os Papas anteriores e também no contexto histórico atual.

Se você não sabe como funciona a eleição do Papa, recomendo que clique aqui. Pois bem, vamos à pesquisa de John Allen:

Cardeal Scola

TRÊS FAVORITOS – Eis os “front-runners”: Cardeal Angelo Scola, Arcebispo de Milão, italiano de 70 anos; Cardeal Marc Ouellet, Prefeito da Congreação para os Bispos, canadense de 67 anos; e Cardeal Leonardo Sandri, Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, argentino de 68 anos.

O Cardeal Scola é especialista em antropologia teológica e muito alinhado ao Papa Bento XVI, o que é uma qualidade. Além disso, é mais extrovertido e, segundo Allen, mais otimista. Fãs dizem que Scola mistura a autoconfiança de João Paulo II com a intelectualidade de Bento XVI. Contra Scola está o fato de ser italiano, pois alguns cardeais querem renovar. Ele também nunca ocupou um cargo no Vaticano. Além disso, representaria o segundo pontificado consecutivo de intensos ensinamentos teológicos, o que poderia ser considerado um excesso.

Cardeal Ouellet

Cardeal Ouellet é outro discípulo intelectual de Bento XVI. Embora seja canadense, já viveu também na Áustria, na Alemanha e na Colômbia, o que é uma qualidade, além já ter trabalhado no Vaticano e como Arcebispo de Quebec. Seria o primeiro Papa das Américas. Fãs dizem que ele é humilde e um grande professor de fé. Porém, alguns dizem que ele é parecido demais com Bento XVI.

Cardeal Sandri

Cardeal Sandri tem a vantagem de ser de uma família italiana na Argentina, um país em desenvolvimento. Durante cinco anos trabalhou como sostituto no Vaticano, uma espécie de administrador-geral, função em que se saiu bem. Portanto, conhece bem o Vaticano, mas pode ter sua imagem “contaminada” por erros da gestão de que participou. Ele é teologicamente alinhado, mas moderado em questões políticas – foi diplomata nos EUA. Alguns acreditam que ele seria um ótimo Secretário de Estado, e não Papa. Além disso, seu cargo atual não é de grande destaque.

Cardeal Scherer

POSSIBILIDADES – Segundo Allen, estes nomes também são muito mencionados: Cardeal Péter Erdő, Arcebispo de Budapeste, húngaro de 59 anos; Cardeal Angelo Bagnasco, Arcebispo de Gênova, suíço de 69 anos; Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, brasileiro de 62 anos.

Vamos começar pelo brasileiro. O Cardeal Scherer lidera uma importante arquidiocese da América Latina, o que lhe atribui grande visibilidade. Ele tem ampla experiência em Roma, onde viveu por sete anos. Outra qualidade é o fato de ser alinhado às tradições, mas dialogar com novos movimentos. Porém, os brasileiros em geral, segundo Allen, costumam ser vistos em Roma como “caras legais”, mas não firmes o suficiente para o papado. Outra dúvida a ser levantada é se Dom Odilo vem respondendo à altura ao crescimento do pentencostalismo e do secularismo no Brasil. Contra ele pesa também o fato de ser de família alemã o que, para alguns, representaria o segundo Papa alemão consecutivo.

Cardeal Erdő

Cardeal Erdő foi eleito duas vezes presidente da Conferência Episcopal Europeia, o que lhe atribui razoável vantagem porque quase metade dos cardeias é europeia. Ele também tem boas relações na África. Segundo Allen, ele é considerado tradicionalista na doutrina, mas bom em estabelecer consensos entre diferentes correntes. Contra ele pesa o fato de ser bastante jovem, o que consistiria num papado talvez longo demais. Além disso, é especialista em direito canônico, o que para alguns limita um pouco sua visão pastoral.

Cardeal Bagnasco

Cardeal Bagnasco é visto como um líder capaz na Itália, com habilidades para lidar com questões políticas e com a mídia. Pode favorecê-lo o fato de às vezes discordar do atual Secretário de Estado, Cardeal Tarciso Bertone, pois outros cardeais enxergam muitas fraquezas em Bertone. Porém, Bagnasco é muito conhecido apenas na Itália e nunca trabalhou fora de lá, o que pode limitar sua visão de mundo e sua visibilidade.

CHUTES – John Allen menciona outros cinco nomes menos prováveis, tidos como “chutes a longa distância”: Cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, italiano de 69 anos; Cardeal Peter Turkson, presidente do Pontifício Conselho para Justiça e Paz, ganês de 63 anos; Cardeal Robert Sarah, Presidente do Pontifício Conselho “Cor Unum”, guineense de 66 anos; Cardeal Timothy Dolan, Arcebispo de Nova York, americano de 62 anos; Arcebispo Luis Antonio Tagle, de Manilla, filipino de 54 anos.

Cardeal Ravasi

Cardeal Ravasi é visto como um intelectual brilhante em diversas áreas, como teologia, arte, ciências e filosofia, e atua de forma eficiente tanto no meio acadêmico quanto na imprensa popular, aproximando-se dos não católicos. É considerado gentil, afável, engraçado. Mas não tem grande base de apoio na Itália, onde pesa o lado político. Além disso, pode ser visto como europeu demais.

Cardeais Turkson e Sarah

Os africanos Cardeais Turkson e Sarah são as principais apostas para um Papa africano. Ambos trabalharam em grandes dioceses e hoje ocupam cargos importantes no Vaticano. Turkson tem mais experiência pastoral, mas Sarah tem mais laços internos no Vaticano e atua nos bastidores. Porém, os dois dividiriam os votos de cardeais que apostam na África. Além disso, Turkson não teve chances ainda de mostrar se é bom governador e, quanto a Sarah, falta a certeza de que ele se daria bem com toda a publicidade que exige a missão de um Papa.

Cardeal Dolan

Cardeal Dolan ganhou muito destaque nos últimos meses por causa das desavenças com o governo de Barack Obama, nos Estados Unidos, e foi o centro das atenções no último consistório de cardeais. O discurso que fez diante do Papa Bento XVI sobre a “Nova Evangelização” o tornou uma estrela, segundo Allen. Ele tem um estilo de governar pouco rigoroso, mas confiante e bem-humorado. Em Roma, diz-se que ele é o primeiro americano “papabile“. Porém, Dolan nunca trabalhou no Vaticano, seu italiano não é fluente e não se sabe se ele conhece a realidade da Igreja fora do Ocidente. Dolan pode ser visto como extravagante demais para o papado.

Arcebispo Tagle

Arcebispo Tagle é um verdadeiro chute, pois sequer é cardeal (ainda). Isso pode mudar no ano que vem, pois ele tem ganhado bastante destaque no Oriente. Entre suas qualidades estão os fatos de ter posições fortes e saber se comunicar muito bem. Um comentarista filipino disse que Tagle tem “a mente de um teólogo, a alma de um músico e o coração de um pastor”. Porém, além de não ser cardeal, ele nunca morou em Roma e não se sabe se ele conhece a realidade do Ocidente. Tagle também pode ser jovem demais por enquanto: com apenas 54 anos, um eventual papado seu poderia durar mais de 30.

Esse é o cenário atual. Mas, com o passar do tempo, é claro que tudo pode mudar. E vale lembrar que muitos dos Papas eleitos no passado foram azarões, verdadeiras zebras. O mais recente foi um tal de Karol Wojtyła, polonês cujo nome os outros cardeais mal sabiam pronunciar direito.

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Vaticano e Benetton fazem as pazes após fotomontagem com o Papa

O Vaticano retirou hoje o processo contra a famosa marca italiana de roupas Benetton por usar indevidamente a imagem do Papa Bento XVI em uma campanha publicitária no ano passado. Vamos recordar o caso neste post e ver o que acontece agora.

Em um dos anúncios da Unhate Foundation (“unhate” em inglês quer dizer “não ódio” ou “pare de odiar”) divulgados em novembro de 2011, o Benetton Group colocou Bento XVI beijando a boca do xeque egípcio Ahmad al Tayyib, presidente da Universidade Al Azhar, que rompeu relações com a Santa Sé. Na época, o Vaticano considerou a imagem “uma séria falta de respeito” e disse que a manipulação da imagem foi “inaceitável”, pois tem fins comerciais e, além de ser um desrespeito com o Papa, é um desrespeito com os fiéis.

O porta-voz Pe. Federico Lombardi afirmou na ocasião que o anúncio da Benetton foi “uma afronta aos sentimentos dos fiéis e uma demonstração evidente de como, no campo da propaganda, as regras mais elementares do respeito aos outros podem ser quebradas para atrair atenção por meio da provocação”. Portanto, a Secretaria de Estado da Santa Sé autorizou seus advogados a processar a Benetton pelo uso indevido da imagem do Papa.

Horas depois do pronunciamento do Vaticano, a Benetton se retratou: “Pedimos desculpas que o uso da imagem (do Papa) tenha afetado tanto a sensibilidade dos fiéis.” Logo em seguida, a marca retirou os anúncios de circulação, mas, como eles caíram na internet, obviamente foi impossível apagá-los completamente.

Ahmad al Tayyib, que aparece no anúncio beijando Bento XVI

Hoje, o Vaticano divulgou outro comunicado, encerrando a briga. Segundo o Pe. Lombardi, o Benetton Group reiterou, na sexta-feira passada, seu pedido de desculpas e garantiu que todas as imagens do Papa foram retiradas da circulação comercial.

A marca “prometeu não usar a imagem do Santo Padre no futuro sem autorização da Santa Sé”, disse Lombardi, acrescentando que a empresa “vai usar seus recursos para impedir outras utilizações da imagem por terceiros em sites na internet ou em outros lugares”. – (Comentário nosso: Não sei como.)

Por fim, “o Benetton Group reconheceu que a imagem do Papa precisa ser respeitada”. De acordo com Lombardi, a Santa Sé não buscava compensação financeira, mas moral, o que foi atendido pela Benetton, realizando um “ato de generosidade, efetivo, embora limitado, junto a uma das atividades de caridade da Igreja”. Não foi informado o valor da doação nem para qual instituição ela foi feita.

Infelizmente, não é possível saber se a retratação da Benetton foi sincera ou se foi apenas mais uma jogada publicitária. Ou, ainda, se foi só uma forma de evitar o pagamento de uma grande indenização ao Vaticano.

Isso porque os outros anúncios – que incluem o presidente americano, Barack Obama, beijando Hugo Chávez, presidente da Venezuela, e o presidente chinês, Hu Jintao, entre outros – não foram tirados do ar e ainda podem ser vistos e copiados livremente no site da Unhate Foundation. Além disso, as imagens correm à solta na internet e, neste momento, todos os sites de notícias, o Google e o Facebook estão fazendo propaganda de graça para a Benetton.

Ou seja, apenas a imagem que inclui o Papa foi supostamente considerada desrespeitosa pela marca. As outras pelo visto não.

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Qual é o dia do seu onomástico?

Mario Monti e Bento XVI

Hoje, 19 de março, é dia de São José. Portanto, é o dia do onomástico do Papa Bento XVI, que se chama Joseph Ratzinger.

Na Itália, é tradição as pessoas  serem saudadas no dia do santo que tem o seu nome. Hoje, o primeiro-ministro italiano, Mario Monti, conversou por telefone com Bento XVI para dizer os parabéns pelo dia de sua “festa onomástica”. O Papa também deu os parabéns a Monti por seu aniversário de 69 anos.

Muitos bispos costumam mandar cartinhas de saudação ao Papa pelo dia do seu onomástico. E, no Vaticano, o porta-voz Federico Lombardi também se pronunciou sobre isso, dizendo que Bento XVI é guiado por seu santo patrono: “São José conduziu sua família ‘como aquele que serve’. Ele nos ensina que podemos amar sem possuir e nos revela o segredo de viver na presença do mistério. Nele não há separação entre fé e ação, porque sua fé teve efeito decisivo em suas ações”, afirmou.

O meu onomástico é no dia 3 de maio, dia de São Filipe Apóstolo. E você, tem um santo com o mesmo nome?

Neste site aqui é possível pesquisar os santos por nome. Este outro parece estar melhor para pesquisar, mas é em inglês, precisa saber a tradução…

Atualizado em 19/03/2012, às 21h36

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