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Em nova constituição, Nepal pode transformar evangelização em crime

Primeiro-ministro do Nepal, Baburam Bhattarai

Em questões de liberdade religiosa, o Brasil é um país verdadeiramente avançado. Vejam só dois exemplos de atentados contra essa liberdade que ocorreram nos últimos dias em que estive fora do blog, um no Nepal e outro na Indonésia.

No Nepal, uma nova constituição pode simplesmente transformar a evangelização em crime, informa a Rádio Vaticano. Com a dissolução do gabinete de governo do primeiro-ministro Baburam Bhattarai e a formação de um novo governo de coalisão,  uma nova constituição precisa ser elaborada.

A assembleia constituinte foi convocada há quatro anos e até hoje não fez uma constituição. Resultado: o país está no limite entre a ordem e a desordem completa. Agora, há uma forte pressão para que os políticos cheguem a um acordo e concluam a transição política nos próximos 20 dias. O Nepal deixou de ser um monarquia hinduísta em 2006 – após um levante para separar o Estado  da religião – e quer caminhar no sentido de uma democracia. Mas, por enquanto, o Nepal vem sendo governado com uma constituição provisória.

O Pe. Silas Bogati, ex-diretor da Caritas Nepal, afirmou à Rádio Vaticano que está esperançoso com a possibilidade de um acordo que estabilize o país na questão política, mas alertou que, “mesmo que venha uma nova constituição, a liberdade religiosa não está lá”. Segundo ele, “haverá uma cláusula que impede e criminaliza a evangelização”. Ou seja, os cristãos que vivem no Nepal não poderiam praticar a essência da sua fé.

Igreja cristã na Indonésia, onde a maioria é muçulmana

Na Indonésia, autoridades muçulmanas extremistas fecharam três igrejas cristãs – duas católicas e uma protestante – na província de Aceh, alegando que os edifícios não tinham permissão legal para funcionar, embora um deles já funcionasse há 40 anos, conforme o site Catholic Culture. Fazendo uma busca rápida no Google, percebi que isso acontece toda hora por lá, onde a maioria da população é muçulmana. Em Aceh, vigora a charia, o código de leis do islamismo, sem separação entre as leis do Estado e a religião.

São dois casos bem recentes e pouco violentos, mas poderíamos mencionar tantos outros igualmente ou mais graves. Na Nigéria, por exemplo, a liberdade religiosa virou praticamente uma lenda. Igrejas são explodidas e pessoas mortas quase toda semana.

Os perseguidos em muitos países são também os fiéis de tantas outras religiões ou, às vezes, até mesmo quando praticam a mesma religião que os perseguidores, mas fazendo parte de etnias ou grupos sociais diferentes. E a comunidade internacional faz pouco ou quase nada para mudar essa situação.

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Em bênção da Páscoa, Bento XVI compara Madalena a todos os cristãos

A 'Urbi et Orbi' ocorre todos os anos na Páscoa e no Natal

Em sua mensagem e bênção Urbi et Orbi (Para a Cidade – de Roma – e para  o Mundo) desta Páscoa de 2012, o Papa Bento XVI comparou a experiência de cada cristão com a de Maria Madalena, que viveu uma mudança de vida após encontrar o Cristo ressuscitado.

O pontífice também pediu paz no mundo, especialmente no Oriente Médio e na Terra Santa – com ênfase na Síria e no conflito entre palestinos e israelenses. Rezou pela população da África que vive momentos de atribulação e desejou “Feliz Páscoa” em 65 línguas diferentes. Abaixo alguns destaques nossos sobre a mensagem, que pode ser lida na íntegra aqui.

Segundo Bento XVI, foi difícil para Maria Madalena, Maria mãe de Jesus e os outros discípulos vê-lo flagelado e morto na cruz. “Com a morte de Jesus, parecia falir a esperança de quantos confiavam n’Ele. (…) Houve um momento em que Jesus aparecia derrotado: as trevas invadiram a terra, o silêncio de Deus era total, a esperança parecia reduzida a uma palavra vã”, afirmou.

Entretanto, há uma mudança radical neste clima quando o túmulo de Jesus é encontrado vazio, de acordo com  o Papa. “Depois Jesus manifesta-se a Madalena, às outras mulheres, aos discípulos. A fé renasce mais viva e mais forte do que nunca, e já invencível porque fundada sobre uma experiência decisiva.”

Deste modo, o bispo de Roma compara a vivência de Maria Madalena com a de todos os cristãos. “Se Jesus ressuscitou, então – e só então – aconteceu algo de verdadeiramente novo, que muda a condição do homem e do mundo. Então Ele, Jesus, é alguém em quem nos podemos absolutamente confiar”, declarou. “Cristo é esperança e conforto de modo particular para as comunidades cristãs que mais são provadas com discriminações e perseguições por causa da fé.”

Conflito na Síria é um dos mais violentos da atualidade

Nesse contexto, o Papa pediu a Deus que dê esperança ao Oriente Médio, “para que todas as componentes étnicas, culturais e religiosas daquela região colaborem para o bem comum e o respeito dos direitos humanos”.

Mais uma vez, Bento XVI destacou o sangrento conflito que atualmente ocorre na Síria, pedindo que o país adote “sem demora, o caminho do respeito, do diálogo e da reconciliação, como é vivo desejo também da comunidade internacional”. Também exortou os iraquianos a não poupar esforços para “avançar no caminho da estabilidade e do progresso”. E pediu a retomada “com coragem” do processo de paz entre Israel e Palestina.

O pontífice comentou brevemente o sofrimento das populações do Chifre da África, da Região dos Grandes Lagos, do Sudão e do Sudão do Sul, do Mali e da Nigéria, e pediu que Deus as conforte e “conceda-lhes esperança para enfrentarem as dificuldades”, tornando-as pacificadoras e “artífices do progresso das sociedades a que pertencem”.

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Pergunta: Um não católico pode ser padrinho de Batismo na Igreja Católica?

Retomando nossa seção de perguntas, a questão que está no título deste post é muito frequente entre os pais que querem batizar seus filho na Igreja Católica, mas que gostariam muito de convidar amigos ou parentes que não são católicos para serem padrinhos.

Então, na tentativa de responder a essa pergunta, vamos explicar rapidamente qual é o significado do Batismo para os católicos e depois se um não católico pode ser padrinho. Consultei um padre e alguns documentos para poder responder com cuidado.

Para começo de conversa, precisamos entender que para a Igreja Católica o Batismo é um sacramento, um momento sagrado celebrado por meio de um ritual que pretende aproximar as pessoas de Deus. Para a Igreja, os sacramentos foram instituídos por Jesus Cristo e confiados a ela, com a missão de repeti-los e perpetuá-los ao longo da História. Os outros sacramentos são Confirmação (ou Crisma), EucaristiaReconciliação (ou Penitência), Unção dos enfermosOrdem e Matrimônio. Em outro momentos podemos falar dos demais.

O Batismo é considerado o sacramento da iniciação cristã, por meio do qual a pessoa passa a fazer parte da Igreja e inicia o caminho rumo à vida eterna. Os católicos acreditam que, pelo Batismo, purifica-se a alma do batizado, retirando-lhe o pecado original (mácula com a qual todas as pessoas nascem, herdada do primeiro pecado do ser humano contra Deus, explicado na história de Adão e Eva). Costuma-se batizar as crianças logo cedo para que possam receber essa “graça” de imediato. É como se os pais presenteassem o filho, apresentando-o por meio do sacramento e colocando-o no caminho da salvação, ou seja, aproximando-o de Deus.

O Batismo, portanto, não costuma ser um sacramento de “escolha” – a não ser para os que se convertem depois de adultos – pois é uma herança que os pais passam para seus filhos. Por convenção, o sacramento da escolha é a Confirmação, realizada a partir da adolescência (embora em alguns lugares seja realizado também na infância). E o Batismo é conferido apenas uma vez. É tido como o nascimento para uma nova vida, então não há porque repeti-lo – embora ele seja sempre “renovado”.

Pois bem. Neste contexto, para a Igreja Católica os padrinhos existem para ajudar os pais a conduzirem o batizado no caminho que consideram o melhor, na vida em comunidade, na Igreja, na participação dos outros sacramentos. Antigamente, era muito comum, inclusive, os padrinhos se tornarem responsáveis pelas crianças se os pais morressem, tamanha a responsabilidade dessa atribuição.

Sendo o Batismo algo considerado sagrado e levando-se em conta o que já explicamos, na verdade não faz muito sentido que o padrinho não seja católico. A Igreja insiste que a escolha dos padrinhos e o Batismo como um todo não podem ser atos meramente sociais.

O Direito Canônico – leis que regem o funcionamento da Igreja Católica – recomenda que os padrinhos sejam até crismados, mas ao mesmo tempo permite que o bispo local adapte determinadas leis disciplinares à sua realidade. Assim, o “Diretório de Pastoral” de cada diocese costuma determinar isso com mais clareza, mas certamente uma pessoa sem Batismo válido não poderá ser padrinho. Geralmente basta ter um Batismo válido para poder ser padrinho.

Para ser válido, o Batismo do padrinho não precisa ter acontecido necessariamente em uma Igreja Católica. Algumas outras igrejas realizam o Batismo com a mesma fórmula dos católicos – “Eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, jogando água -, o que pode ser aceito pela Igreja Católica como igualmente válido. Então muitos não católicos podem ser padrinhos (embora isso continue não fazendo muito sentido).

Outra coisa importante: o Direito Canônico permite que uma pessoa não católica seja testemunha do Batismo juntamente a um padrinho católico. Essa pessoa não será registrada como padrinho e não terá nenhum papel essencial no sacramento. Não será um padrinho. Mas com isso pode-se resolver algumas eventuais saias-justas como o afeto entre amigos ou irmãos que gostariam de participar mais de perto da vida da criança, mesmo sem ser cristãos, por exemplo.

Aqui neste blog você encontra também outros critérios para ser padrinho de Batismo, inclusive no que diz respeito aos casais divorciados ou “juntados”, que não vou repetir aqui pra não alongar mais.

Envie você também sua dúvida sobre a Igreja nos espaços para comentários e veja aqui a outra pergunta que já foi respondida.

Editado em 12 de março de 2012, às 19h49.

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O impasse sobre ensino religioso em escolas públicas da Argentina

O bispo argentino Marcelo Colombo

Na Argentina, há um exemplo claro de como as coisas são bem mais complicadas de se resolver do que muita gente pensa. Li no site Vatican Insider, que há uma discussão envolvendo o ensino religioso em escolas públicas, um tema polêmico não só na Argentina.

Um juiz da província de Salta determinou que sejam extintas todas as práticas religiosas católicas em escolas estatais, o que despertou um intenso debate sobre o ensino religioso nessas instituições. Diante disso, bispos católicos se manifestaram sobre o problema. Mas veja a seguir como essas coisas não são só uma questão de dizer “sou a favor, vamos manter” ou “sou contra, vamos acabar”.

O juiz Marcelo Domínguez determinou que sejam eliminadas todas as práticas católicas em instituições educativas estatais, informa a agência argentina AICA, o que inclui “rezar antes de começar as aulas, agradecer pela comida, destacar os ensinamentos de Jesus, ler a Bíblia e refletir sobre as passagens lidas ou celebrar as festividades religiosas”.

Essa decisão foi uma resposta parcial a um pedido de pais de alunos, apresentado em 2010, para que se declarasse a inconstitucionalidade do ensino religioso em escolas públicas. Aí alguém pode dizer “Está certo, o Estado é laico!”. Pois é, mas a Constituição Provincial de Salta determina como obrigatório o ensino religioso nas escolas públicas (começou aí a complicação, tá vendo). Ou seja, o juiz não atendeu à ação dos pais, pois o ensino religioso é constitucional em Salta. Mas proibiu as práticas religiosas nas escolas, provavelmente com base no argumento (válido) da liberdade religiosa.

Assim, em meio a questionamentos também sobre o ensino religioso, os bispos da província se uniram para dizer que “o ensino da religião é um direito dos pais dos meninos e meninas e um dever dos estabelecimentos em função do desenvolvimento integral dos alunos”. Segundo eles, “as convicções religiosas são um fator positivo na vida pessoal e social”.

Aí alguém pode dizer “Esses bispos querem é catequizar as criancinhas com dinheiro público!”. Mas na nota eles afirmam exatamente o contrário (e complicou ainda mais): “Não pretendemos que se ensine a todas as crianças os conteúdos da religião católica, e sim que todas as crianças possam receber o ensino religioso, ou isentar-se dele, segundo a decisão de seus pais”. Em entrevista ao jornal El Tribuno, o bispo de Orano, Dom Marcelo Colombo, disse que: “Não deveríamos pensar na educação religiosa como um entrave do passado ou como uma forma de superstição ou limitação de uma pessoa, ao contrário. Toda expressão religiosa está verdadeiramente a favor de um crescimento da pessoa.”

Interessante esse posicionamento dos bispos. Mas mais interessante ainda é o fato de que, para eles, a religião é como um fator cultural que precisa ser preservado. A ideia deles é a de que “é dever da escola pública o respeito e a transmissão criativa da cultura e da identidade de um povo”.

E, vejam só, de fato a província de Salta é uma das mais católicas da Argentina – não é à toa que o ensino religioso está na Constituição. Neste texto, o colunista Fernando Galván, do Diario de la Sierra, explica a origem da cidade de Salta e sua intrínseca relação com a fé católica. Para resumir, na ata de fundação da cidade menciona-se o “reconhecimento à Palavra do Santo Evangelho e coisas de nossa santa fé católica”.

Outro exemplo dessa relação histórica é o fato de que nada menos que 162 escolas primárias públicas da província levam nomes ligados ao Catolicismo, como “Nossa Senhora da Assunção” ou “Sagrada Família”, segundo o próprio ministro da educação provincial, Roberto Dib Ashur. Tanto é que o governo apresentou um pedido ao juiz para que especifique que atividades devem ser proibidas, porque ficou meio difícil de separar as coisas.

Provavelmente, a solução neste caso será ampliar mais os temas abordados em aula, segundo o ministro, e não focar em uma só religião. “Temos que avançar numa formação de valores que não sejam catequese”, afirmou ao El Tribuno.

Deu para ver que cultura cristã-católica já faz parte da tradição desse povo, ou pelo menos da origem dele, de modo que não basta dizer que ensinar religião “está errado” e “vamos acabar logo com isso”. Parece que seria no mínimo um rompimento histórico com tradições locais. Ao mesmo tempo, as pessoas não católicas têm o direito de receber igual formação religiosa nas escolas públicas, já que a Constituição assim permite e exige. O ensino público deve atender a todos. E aí, deu para entender o que quis dizer no começo?

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Campanha da Fraternidade para iniciados

Cartaz da CF 2012

Todos os anos, desde 1964, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lança uma campanha voltada para aspectos sociais que precisam ser pensados pela Igreja e pela sociedade em geral. São as Campanhas da Fraternidade (CF). Neste ano, a CF trata do tema da saúde pública, ou melhor, “Fraternidade e Saúde Pública” – interessante, mas difícil, explico a seguir.

O lema, que geralmente é uma passagem bíblica que lembra o tema, em 2012 é “Que a saúde se difunda sobre a terra” ( Eclo 38,8). As campanhas são lançadas no tempo litúrgico da Quaresma, que é o período de 40 dias que antecede a Páscoa – iniciado na Quarta-feira de Cinzas. Nesse período, a Igreja convida os fiéis a refletirem mais sobre sua vida, sua conduta, se aproximar mais de Deus… é um tempo de introspecção e reflexão, propício para as CFs.

Pois bem, muita gente de fora da Igreja não dá a mínima para essas campanhas, mas temos de reconhecer sua importância para a sociedade. Essas campanhas chegam a praticamente todas as paróquias e comunidades católicas do Brasil inteiro, das grandes metrópoles às pequenas capelas. Com elas, gente que nunca parou para pensar sobre o meio ambiente, a paz, a preservação da vida, o bem-estar dos idosos, a Amazônia, entre tantos outros temas, acaba vendo que os problemas existem e precisam ser resolvidos.

No site da CNBB, o secretário-geral Dom Leonardo Steiner disse que “a Campanha da Fraternidade é um tempo especial para a conversão do coração, através da prática da oração, do jejum e da esmola”.

Portanto, a CF é de fato uma ação social da Igreja no Brasil, reconhecida internacionalmente. Há quem diga que a Igreja não tem de fazer ação social, que isso é coisa do governo. Mas o fato é que a Igreja está em muitos locais onde os governos não estão e faz o que os governos não fazem. E muita gente depende disso para viver.

Porém, o tema da CF deste ano, sobre a saúde pública, além de repetido – a de 1981 também foi – é de difícil ação e compreensão. Quando se fala de saúde pública, estamos falando principalmente de uma ação de governo. Tanto é que o ministro da saúde, Alexandre Padilha, foi convidado para o lançamento da CF deste ano. Pergunto-me como um católico que vai apenas às missas de domingo poderá se sentir útil para a saúde pública…

Na verdade, quem já conhece a tradição das CFs e lê os prospectos que estão no site da CNBB pode compreender que, ao falar da saúde pública, a CNBB também defende um olhar especial para a pessoa doente. Aí sim. Qualquer pessoa pode se ver cuidando de um doente em algum momento da vida, ou pode decidir visitar um doente por simples desejo de fazer-lhe companhia. É um ato de caridade. Aí temos uma ação social que tem tudo a ver com a Quaresma e com o ser cristão.

Mas não sabemos se é essa mensagem que chegará às paróquias. É de se questionar se a CF de 2012 cairá no esvaziamento e na retórica do “precisamos melhorar” sem dizer como, pois ela parece ser para iniciados no tema da saúde, como médicos e enfermeiros, ou só para quem já tem uma atuação pastoral e sabe  o que são as CFs.

De qualquer forma,  a cobrança às autoridades é mais do que válida. Dom Leonardo deixou bem claro que o corte feito pelo governo na verba destinada à saúde recentemente é uma decepção. Fica a esperança de que de fato “a saúde se difunda sobre a terra”.

No ano que vem, a CF é sobre a juventude, um tema igualmente importante, porém bem mais palpável. Ainda mais no contexto da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) do Rio de Janeiro, evento para o qual o Papa virá ao Brasil.

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Inaugurada a Praça

São Francisco de Sales

Há tempos sentia saudades de ter um blog, mas o facebook supriu temporariamente minha necessidade de escrever sobre coisas de que gosto fora do trabalho – onde escrevo sobre Economia. Este blog é sobre religião, mas não é um blog religioso.

Não é sobre devoções, mas um espaço para expor informações que não encontramos facilmente em outros lugares e que podem nos ajudar a entender melhor o que é a Igreja.

Já sabemos que a Igreja é uma instituição grande, antiga e complexa, formada por pessoas de diversas culturas e movimentos dos mais variados. Ainda que lentamente, está sempre mudando. Ao contrário do que muitos pensam, a Igreja não está engessada.

Muitas pessoas me perguntam sobre religião, Cristianismo, Igreja… Quando sei responder, respondo, e se não sei, procuro quem saiba – e é isso o que faz um jornalista e é isso que quero fazer aqui. Por isso, sinta-se à vontade para perguntar.

Este é o blog Praça de Sales (PS). “Praça” porque é um lugar aberto para quem quiser passar, chegar, parar e conversar – comentários agressivos serão ignorados. “Sales” vem de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas e, portanto, deste blog. Tanto eu quanto meus colegas precisamos sempre de uma ajudinha.

Se eu errar, por favor me corrijam. No mais, bem-vindo ao PS!

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